Nem todo sofrimento psíquico é um transtorno mental

O diagnóstico pode ser um ponto de partida, mas não precisa ser a linha de chegada.
Nem todo sofrimento psíquico se transforma em um transtorno mental. A dor, a angústia e os lutos fazem parte da experiência humana e nem sempre precisam de uma patologia para serem legítimos. Quando um diagnóstico existe, ele serve como uma ferramenta, uma bússola inicial, mas ele jamais esgota a complexidade de quem você é e da sociedade a que você pertence.
O processo terapêutico é um convite para despatologizar a vida. É olhar para além dos rótulos e entender: como isso funciona para você, para além do manual? Em qual realidade sociocultural você vive?
Que o diagnóstico seja um apoio para o cuidado, e não uma sentença que limita a sua história e a autoria das suas próprias ações.
Texto publicado originalmente no Instagram, em 23 de abril de 2026.