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Juliana SimõesPsicóloga, CRP 08/42304

TextosClínica

Nem todo sofrimento psíquico é um transtorno mental

Sofá claro do consultório, com um relógio de mesa e o livro “Neurose e não neurose” em primeiro plano

O diagnóstico pode ser um ponto de partida, mas não precisa ser a linha de chegada.

Nem todo sofrimento psíquico se transforma em um transtorno mental. A dor, a angústia e os lutos fazem parte da experiência humana e nem sempre precisam de uma patologia para serem legítimos. Quando um diagnóstico existe, ele serve como uma ferramenta, uma bússola inicial, mas ele jamais esgota a complexidade de quem você é e da sociedade a que você pertence.

O processo terapêutico é um convite para despatologizar a vida. É olhar para além dos rótulos e entender: como isso funciona para você, para além do manual? Em qual realidade sociocultural você vive?

Que o diagnóstico seja um apoio para o cuidado, e não uma sentença que limita a sua história e a autoria das suas próprias ações.

Texto publicado originalmente no Instagram, em 23 de abril de 2026.

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